07h00 - terça, 22/05/2018

Odemira: PS e Bloco contestam
prospecção de petróleo no Sudoeste

Odemira: PS e Bloco contestam prospecção de petróleo no Sudoeste

As concelhias de Odemira do Partido Socialista e do Bloco de Esquerda manifestaram-se publicamente contra a decisão da Agência Portuguesa do Ambiente (APA), que na passada semana permitiu o avanço do projecto do consórcio GALP/ ENI para a prospecção de petróleo na costa alentejana sem estudo de impacte ambiental.
Em comunicado, o PS de Odemira "lamenta a decisão da APA", bem como "a opção do Governo em insistir no caminho das energias fósseis numa região internacionalmente reconhecida pela singularidade dos seus valores naturais que tanto contribuem para que se afirme como um destino turístico distinto e alternativo".
"O PS Odemira entende que é preciso inverter o sentido deste dossier", acrescentam os socialistas, garantindo que tudo farão "para que o assunto não se encerre nestas decisões discriminatórias e impositivas, que tanto lamenta".
"As populações locais dizem não à prospeção de petróleo na nossa costa e têm a seu lado o Município de Odemira, juntas de freguesia, o deputado do PS do Baixo Alentejo e também o PS Odemira", reforça o comunicado.
Já o Bloco de Esquerda (BE) de Odemira "considera inadmissível e irresponsável" a decisão da APA, criticando o facto de terem sido "completamente ignoradas e desrespeitadas as mais de 2.000 participações individuais de cidadãos" no processo de consulta pública do projecto.
"Consideramos que os fundamentos de existência da APA, uma agência governamental, que presta serviço público e serve para defender e proteger o meio ambiente e os interesses dos cidadãos foram profundamente desvirtuados", acusam os bloquistas em comunicado, que além de apoiarem "o pedido de demissão do presidente da APA que vários movimentos e associações ambientalistas estão a exigir" também se mostramoa indignados "com a decisão de prolongar o contrato de pesquisa do consórcio Galp/ENI" tomada pelo secretário de Estado da Energia, Jorge Seguro Sanches.
"Igualmente inaceitável tem sido a posição do ministro do Ambiente, João Matos Fernandes, que em vez de criar condições e programa de incentivos para a redução das emissões de gases com efeito de estufa e assim desempenhar a sua parte importante no seu papel de combate às alterações climáticas, tem apoiado de forma indefectível e lamentável, a economia dos combustíveis fósseis", acrescenta o BE.


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Data: 10/05/2019
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