07h00 - sexta, 12/11/2021

Luís Miguel Correia:
"No Renascente temos
a nossa segunda família"

Luís Miguel Correia: "No Renascente temos a nossa segunda família"

A manutenção na 1ª divisão distrital de Beja é o grande objetivo definido pelo técnico do Renascente de São Teotónio, Luís Miguel Correia, que em entrevista ao "SW" não poupa nos elogios ao clube e ao carinho dos adeptos pelos atletas.

Qual a ambição do Renascente em 2021-2022, em que está de regresso à 1ª divisão de Beja?
O nosso primeiro objetivo é a manutenção. E como o campeonato é dividido em duas fases, o segundo objetivo é ficar nos seis primeiros. Mas antes de tudo, o grande objetivo é a manutenção. Porque temos um plantel muito limitado, com apenas 18 jogadores, em que começámos a treinar mais tarde… Há uma série de circunstâncias nesta zona que nos deixa com algumas dificuldades para construir um plantel equilibrado e para fazer face a este campeonato, que é muito competitivo. Daí que – repito – o nosso primeiro objetivo será sempre a manutenção e o segundo ficar entre os seis primeiros.

Pelo que foi público – e acaba de confirmar –, não foi tarefa fácil "montar" este plantel.
Foi muito difícil! Repare que o Odemirense e o Praia [de Milfontes] estão na 2ª divisão e muitos jogadores preferem jogar aos sábados, para depois tirarem os domingos para estarem com a família. E depois torna-se difícil motivar ou conseguir acarear jogadores para jogarem ao domingo, com viagens mais longas de 15 em 15 dias – e nós, ainda por cima, ficamos numa ponta… Mas conseguimos angariar estes 18 jogadores e é com estes que conto. É com estes que tenho de trabalhar e construir uma equipa para atingirmos os nossos objetivos.

Com todas essas condicionantes, como se garante grau de compromisso por parte dos atletas?
Felizmente em São Teotónio os adeptos são extraordinários. E isso leva a que os jogadores sejam muito acarinhados! Já passei por outras equipas e nunca senti o carinho dos adeptos pelos atletas como neste clube. Em São Teotónio existe mesmo carinho dos adeptos pelos jogadores e hoje em dia todos os jogadores gostam de ser acarinhados. Às vezes nem é pelo dinheiro, até podem ganhar menos, mas gostam de ser acarinhados e de se sentir bem. No Renascente acabamos por ter a nossa segunda família e vamos para os treinos divertir-nos. Temos alegria a treinar e a lidar uns com os outros. E é aí que se vai buscar o compromisso e a ambição!

Seis jornadas cumpridas, oito pontos conquistados – pode dizer-se que o campeonato até está a correr bem ao Renascente, ainda mais considerando que a equipa só perdeu com FC Castrense e Aljustrelense, dois candidatos à subida?
Sim, concordo! Os pontos estão dentro dos nossos objetivos, até porque, como começámos a treinar mais tarde, a estratégia era que o mês de outubro funcionaria um pouco como pré-época. Felizmente conseguimos amealhar alguns pontos dentro dessa dita "pré-época", até porque há equipas neste campeonato que estão um pouco acima das restantes. Mas acredito que vamos atingir o nosso objetivo, pois tenho um grupo de jogadores fantástico!

Pelo que já viu, como é que antevê o campeonato distrital deste ano?
Acho que, a nível competitivo, a decisão de passar o campeonato para duas fases, com seis [equipas] para subir e seis para descer, vem trazer muita competitividade. Isto só tem – na minha modesta opinião – um senão: as equipas que por um ponto ou dois fiquem foram do grupo da subida, mas que têm a manutenção quase garantida, ficam sem motivação para o resto do campeonato. Mas isso cada um gere à sua maneira… Agora para o futebol do distrito, esta foi a melhor decisão! Imagine que os seis primeiros ficam perto uns dos outros no final da fase regular… A segunda fase vai ser um campeonato extraordinário! Quem subir será mesmo a melhor equipa e a que teve mais capacidade. E no ano seguinte, no Campeonato de Portugal, provavelmente vai estar mais competitiva, para que não se ande sempre no sobe-e-desce como acontece às equipas do Alentejo.


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