16h10 - quinta, 20/09/2018

Um país a régua e esquadro


Carlos Pinto
De acordo com a vereadora responsável pelo pelouro da Educação na Câmara Municipal de Odemira, o novo ano escolar no concelho começa com todos os agrupamentos de escolas a cumprirem aquele que é o rácio legal em matéria de pessoal auxiliar. Até aqui tudo bem… Não fosse o facto de ser unanimemente reconhecido que estes mesmos rácios acabam por ser claramente insuficientes para aquelas que são as reais necessidades de um território tão disperso como Odemira, com escolas separadas por vários quilómetros apesar de pertencerem ao mesmo agrupamento [ver notícia nas páginas 4 e 5 desta edição]. Um quadro que se repete em Santiago do Cacém e, seguramente, em muitos outros pontos do país!
Esta situação – como muitas outras em distintas áreas – são o exemplo de como o país não pode ser visto como um todo, adoptando sempre os mesmos critérios e as mesmas regras. Porque dentro do país há diversos "países", cada qual com as suas especificidades próprias e muito concretas.
É por isso que os rácios de pessoal auxiliar de um agrupamento de escolas no Seixal nunca podem ser os mesmos que em Colos, mesmo que no primeiro haja mais alunos que no segundo. Tal como é impensável utilizar os mesmos critérios para a distribuição de camas em lares de idoso em Lisboa e no Alentejo ou ser muito discutível aplicar as mesmas regras na distribuição de serviços públicos no Grande Porto e no concelho de Almodôvar.
Tudo isto leva a uma conclusão: temos, de uma vez por todas, de deixar de ter um país ordenado "a régua e esquadro", que não leva em linha de conta as potencialidades e condicionantes de cada território. Se o conseguirmos, poderemos então almejar ter mais coesão territorial e garantir que continue a haver esperança para quem (sobre)vive no interior.



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Data: 30/11/2018
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