12h29 - quinta, 23/05/2019

Interioridade é fatalidade?


Carlos Pinto
O próximo campeonato nacional da 1ª divisão de futebol já tem o seu "mapa" competitivo desenhado e este revela bem o que é a realidade sócio-económica de Portugal: das 18 equipas que vão entrar na competição na temporada desportiva de 2019-2020, uma dezena são do Grande Porto e do Minho. Depois há mais quatro da zona de Lisboa, duas das zonas insulares (Madeira e Açores), uma do Algarve… e uma da Beira Alta, no interior: Tondela, concelho com cerca de 28 mil habitantes. Ou seja, o futebol "de primeira" em Portugal está como o resto do país: (quase) totalmente litoralizado e centralizado nas duas grandes áreas metropolitanas.
Esta é apenas mais uma evidência daquele que é um dos grandes desafios que temos, enquanto comunidade, de travar em nome das gerações futuras (a par da sustentabilidade ambiental). Sobretudo nos territórios do interior, onde a desertificação e o despovoamento (que não são exactamente a mesma coisa, mas que estão umbilicalmente ligados) infligem fortes golpes no desenvolvimento social e económico local.
É que sem pessoas não há crescimento. Sem população não há esperança. E essa é a enorme ameaça que paira sobre as terras de Trás-os-Montes ao Algarve, com uma incidência por vezes ainda mais acentuada no Alentejo.
Por tudo isto, parece indispensável trazer para o centro do debate político a questão da Regionalização. Não que esta seja o "remédio" para todos os males do interior, mas porque, seguramente, a sua implementação será um importante "antibiótico" na luta contra o abandono destas regiões à margem das grandes áreas metropolitanas.
A guerra será dura, sobretudo porque do outro lado da "trincheira" estará, entre outros opositores, o discurso populista do costume, praticado por quem mal consegue ver além do Terreiro do Paço, quanto mais para lá das margens do Tejo. Mas esta guerra tem de ser ganha, para evitar que a interioridade seja uma fatalidade.



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Data: 17/01/2020
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