10h57 - quinta, 30/01/2020

Farewell United Kingdom...


Carlos Pinto
A sexta-feira em que esta edição do "SW" sai à estampa ficará para sempre na história do "Velho Continente" como o último dia em que o Reino Unido fará parte da União Europeia. A 31 de Janeiro vai concretizar-se o polémico (e prolongado) processo de saída dos britânicos da "Europa dos 28", por todos conhecido como o "Brexit", assinalando-se também o fim de algo que parecia impossível de acontecer: a desagregação da União Europeia.
Por toda a Europa (inclusive em Portugal e no concelho de Odemira, como lhe damos a conhecer nas páginas seguintes desta edição) o "Brexit" é visto como "um erro colossal", "uma insensatez", "uma loucura". Mas ele vai mesmo acontecer, com todas as previsíveis consequências que tal acarretará no plano da economia e, igualmente, da circulação de bens e pessoas.
Contudo, é do ponto de vista simbólico que o "Brexit" tem mais impacto: porque ele representa, acima de tudo, o fim de uma era e o fim de décadas e décadas de trabalho em conjunto e de união de esforços entre nações tão distintas social e historicamente, mas sempre visando um ideal europeu de bem-estar comum e, sobretudo, de paz.
Por tudo isto, é bom que nesta hora de "divórcio" entre o Reino Unido e a União Europeia se avaliem bem as razões que levaram a este desfecho. Tanto no plano político, como social e económico. O "Brexit" não acontece (apenas) por artes mágicas ou sequer por capricho de uma elite. Há causas bem mais profundas, brechas difíceis de minimizar, problemas que exigem acção e sensatez num tempo ávido de respostas ao populismo e à demagogia crescentes.
Em suma, este "Farewell United Kingdom" ["Adeus Reino Unido"] é uma hora triste para a Europa… Mas como europeístas convictos que somos, esperamos que o mesmo sirva de chamada de atenção a quem pouco ou nada se preocupa com a união da União, obcecados que andam com a retórica dos discursos e o emaranhado de regras burocráticas. A União Europeia só faz sentido se servir as pessoas. É isso que exigimos e é assim que tem de ser!



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