07h00 - sexta-feira, 13/06/2025
Jovens "cientistas"
Jovens "cientistas"
de Odemira premiados
na Mostra Nacional
Dois trabalhos realizados por alunos da Escola Secundária Doutor Manuel Candeias Gonçalves, de Odemira, foram premiados durante a Mostra Nacional de Ciência 2025/ Concurso Nacional de Jovens Cientistas, que decorreu no final de maio na cidade do Porto.
Segundo adianta ao “SW” a professora Paula Canha, responsável pelo BIGEO/ Clube Ciência Viva da Escola Secundária de Odemira, um dos trabalhos premiados foi o “Estudo da regeneração natural de plantas nativas em solos alterados por Acacia longifólia”, da autoria da finalista Madalena Oliveira.
O trabalho, distinguido com o quinto prémio da competição, no valor de 400 euros, e a participação numa Mostra de Ciência em Milão, em Itália, em 2026, parte da tentativa de saber se as alterações no solo provocadas pelas acácias, uma espécie invasora no Alentejo Litoral, permitem a regeneração das plantas nativas a partir de sementes.
Nesse sentido, foi realizada uma experiência na qual foram utilizadas sementes de nove espécies de plantas nativas a germinar em solo de acacial, de vegetação nativa e em areia lavada.
“Os resultados, ainda parciais, mostram que diferentes espécies respondem de modo diverso às alterações edáficas produzidas pela acácia”, explica Paula Canha, indicando que “ocorre inibição da germinação apenas numa espécie”.
Quanto ao crescimento, acrescenta, “apenas uma espécie revelou um menor crescimento no solo do acacial”, sendo que, em contrapartida, “duas espécies cresceram mais no solo do acacial do que no solo provenientes de vegetação nativa”.
“Estes resultados são animadores no sentido em que parecem apontar para a possibilidade de restauro de solos dunares invadidos por acácia”, frisa a docente.
Já o trabalho “Utilização do micro-habitat de rato-de-Cabrera por outra fauna selvagem”, de Astride Silva, Bruno Mansos e Madalena Costa, alunos do 11º ano em Odemira, foi premiado com a participação numa Mostra de Ciência em Bilbau, em Espanha, no próximo ano.
Esta investigação assenta no rato-de-Cabrera, uma espécie protegida de roedor, endémica da Península Ibérica, “que vive exclusivamente em arrelvados húmidos, nos quais constrói galerias à superfície do solo, mas protegidas sob a erva alta”.
“Estes corredores superficiais são complementados com tocas subterrâneas sob arbustos espinhosos” e “ficámos interessados em perceber se estes micro-habitats construídos pelo rato-de-Cabrera proporcionariam local de refúgio ou alimentação para outras espécies, incluindo aves”, explica Paula Canha.
Para responder a esta questão, os alunos instalaram armadilhas fotográficas, “programadas para fazerem vídeos de 15 segundos”, nas galerias dos arrelvados com presença confirmada de rato-de-Cabrera “durante os meses de setembro de 2024 e dezembro a fevereiro de 2025”.
“Os nossos resultados mostram que há uma utilização do micro-habitat por aves e pequenos mamíferos”, como musaranhos, ratinhos-do-campo, ratazanas e ratos-de-água, sendo que as aves “surgem durante o dia, enquanto os micromamíferos usam o micro-habitat principalmente durante a noite”, diz a docente.
A responsável pelo BIGEO acrescenta que, “aparentemente, o uso do micro-habitat pelas diferentes espécies é pacífica nos meses amostrados” e que “os comportamentos observados mostram que os animais usam o micro-habitat para alimentação e deslocação, sob a proteção das ervas altas e arbustos”.
Segundo adianta ao “SW” a professora Paula Canha, responsável pelo BIGEO/ Clube Ciência Viva da Escola Secundária de Odemira, um dos trabalhos premiados foi o “Estudo da regeneração natural de plantas nativas em solos alterados por Acacia longifólia”, da autoria da finalista Madalena Oliveira.
O trabalho, distinguido com o quinto prémio da competição, no valor de 400 euros, e a participação numa Mostra de Ciência em Milão, em Itália, em 2026, parte da tentativa de saber se as alterações no solo provocadas pelas acácias, uma espécie invasora no Alentejo Litoral, permitem a regeneração das plantas nativas a partir de sementes.
Nesse sentido, foi realizada uma experiência na qual foram utilizadas sementes de nove espécies de plantas nativas a germinar em solo de acacial, de vegetação nativa e em areia lavada.
“Os resultados, ainda parciais, mostram que diferentes espécies respondem de modo diverso às alterações edáficas produzidas pela acácia”, explica Paula Canha, indicando que “ocorre inibição da germinação apenas numa espécie”.
Quanto ao crescimento, acrescenta, “apenas uma espécie revelou um menor crescimento no solo do acacial”, sendo que, em contrapartida, “duas espécies cresceram mais no solo do acacial do que no solo provenientes de vegetação nativa”.
“Estes resultados são animadores no sentido em que parecem apontar para a possibilidade de restauro de solos dunares invadidos por acácia”, frisa a docente.
Já o trabalho “Utilização do micro-habitat de rato-de-Cabrera por outra fauna selvagem”, de Astride Silva, Bruno Mansos e Madalena Costa, alunos do 11º ano em Odemira, foi premiado com a participação numa Mostra de Ciência em Bilbau, em Espanha, no próximo ano.
Esta investigação assenta no rato-de-Cabrera, uma espécie protegida de roedor, endémica da Península Ibérica, “que vive exclusivamente em arrelvados húmidos, nos quais constrói galerias à superfície do solo, mas protegidas sob a erva alta”.
“Estes corredores superficiais são complementados com tocas subterrâneas sob arbustos espinhosos” e “ficámos interessados em perceber se estes micro-habitats construídos pelo rato-de-Cabrera proporcionariam local de refúgio ou alimentação para outras espécies, incluindo aves”, explica Paula Canha.
Para responder a esta questão, os alunos instalaram armadilhas fotográficas, “programadas para fazerem vídeos de 15 segundos”, nas galerias dos arrelvados com presença confirmada de rato-de-Cabrera “durante os meses de setembro de 2024 e dezembro a fevereiro de 2025”.
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