15h18 - quinta, 08/04/2021

Há casos... e casos!


Carlos Pinto
O último ano tem sido de aprendizagem e descoberta contínua. Para todos e sem exceções! A pandemia da Covid-19 que assola o mundo há largos meses tem colocado enormes desafios em todos os quadrantes, exigindo de todos um hercúleo esforço de adaptação e de adoção de novas regras e comportamentos.
A "guiar-nos" neste longo processo têm estado as instituições públicas internacionais e nacionais, com o Governo e as autoridades de Saúde à cabeça. São estes últimos que, no dia-a-dia, vão definindo as diretrizes que nos permitem tentar levar uma vida o mais normal possível… num tempo que é tudo menos normal. Decisões que resultam do conhecimento que se vai adquirindo com o evoluir da pandemia pelo mundo fora e que, obviamente, não estão isentas de erros.
Vem isto a propósito dos critérios elencados pelo Governo, com suporte nas informações prestadas pelos organismos de saúde e nas opiniões de diversos especialistas, para definir qual o grau de incidência de casos de Covid-19 entre a população e, consequentemente, quais as medidas a tomar.
A decisão de "apertar a mola" a partir dos 120 novos casos de Covid-19 por 100 mil habitantes nos últimos 15 dias até pode ser a mais adequada em termos gerais, mas parece-nos a nós que enferma no erro de tomar pelo todo um país com tantas discrepâncias territoriais e populacionais como é Portugal.
Porquê? Porque seguindo esta regra à risca, são os pequenos concelhos e os territórios do interior quem mais penalizado sai desta situação, pois basta um surto num lar para praticamente colocar um concelho em "alerta máximo". Isto apesar das infeções estarem identificadas e não haver mobilidade.
É por isso mesmo que o concelho de Odemira (assim como o de Moura e outros pequenos municípios como Alandroal ou Carregal do Sal) se vêm agora perante a possibilidade de, a 19 de abril, não passarem para a próxima fase de desconfinamento, "arrastando" consigo os municípios contíguos. Tudo porque os critérios em vigor não levam em conta as realidades locais e são aplicados "às cegas".
Nesse sentido, julgamos ser ajustada uma revisão dos critérios. Porque há casos e casos e Odemira e Moura são realidades completamente distintas de Lisboa, Sintra ou Porto.



Outros artigos de Carlos Pinto

COMENTÁRIOS

* O endereço de email não será publicado

07h00 - quarta, 12/05/2021
Porto de Sines integra
parceria europeia
O Porto de Sines é um dos membro no consórcio liderado pelo Porto de Roterdão (Holanda), no âmbito de uma candidatura enquadrada no Green Deal 2020.
07h00 - quarta, 12/05/2021
Porto Covo recebe
prémio "Cinco Estrelas"
A localidade de Porto Covo, no concelho de Sines, venceu a quarta edição do prémio "Cinco Estrelas Regiões", na categoria de "Aldeias e Vilas", revela a Câmara Municipal.
19h20 - terça, 11/05/2021
Terminou a cerca sanitária em
São Teotónio e Longueira/Almograve
O primeiro-ministro, António Costa, anunciou esta terça-feira, 11, em Odemira, o levantamento da cerca sanitária às freguesias de São Teotónio e Longueira/Almograve, com efeitos a partir das 00h00 desta quarta-feira.
15h41 - terça, 11/05/2021
António Costa de visita
ao concelho de Odemira
O primeiro-ministro, António Costa, vai estar esta terça-feira, 11, a partir das 17h30, no concelho de Odemira, onde o Governo decretou, desde 30 de abril, uma cerca sanitária às freguesias de São Teotónio e Longueira/Almograve devido à incidência de Covid-19.
07h00 - terça, 11/05/2021
Autarca de Odemira exige
"fim imediato" da cerca sanitária
O presidente da Câmara de Odemira vai exigir ao Governo o "fim imediato" da cerca sanitária decretada para as freguesias de São Teotónio e de Longueira/Almograve, por considerar que "a situação está controlada" no concelho.

Data: 07/05/2021
Edição n.º:

Contactos - Publicidade - Estatuto Editorial