quinta-feira, 06/03/2025

Os políticos que queremos... e os que temos!

Carlos Pinto
Numa conferência sobre o estatuto dos titulares de cargos políticos, realizada na passada semana, o presidente da Assembleia da República alertou para o risco de Portugal ficar, a curto/médio-prazo, apenas com políticos “sem interesse nenhum”, sugerindo, em oposição, “uma mudança de regras e mentalidades”.
Segundo José Pedro Aguiar-Branco, a política portuguesa “precisa de mobilizar os académicos mais capazes, os profissionais mais qualificados” e “os representantes mais adequados para os diferentes interesses que existem na sociedade”.
“Escolho a palavra interesses propositadamente. Os deputados devem mesmo defender interesses: os das suas terras e regiões, os de uma classe profissional, comunidade ou setor, os interesses dos agricultores ou dos professores. É o conjunto dos interesses que constitui o interesse nacional”, sustentou.
Aguiar-Branco frisou ainda que quando se está, “por demagogia, inveja ou maledicência, demasiado preocupados com os interesses dos políticos, corremos o risco de só ficar com políticos sem interesse algum”.
Depois de tudo o que temos visto acontecer nos últimos dias nas bancadas da Assembleia da República, estes alertas de Aguiar-Branco são bastante pertinentes. Porque a sucessão de episódios que vão passando pelo Parlamento, com deputados (por sinal, bem identificados com um determinado partido) a manifestarem claros sinais de boçalidade e impreparação para o cargo, são a pior propaganda que se pode fazer à atividade política em Portugal.
Fazer política significa regular as relações de um Estado com outros estados, mas também cerimónia, cortesia, civilidade e urbanidade. É por isso que, mais uma vez, defendemos que esta atividade seja muito melhor remunerada e defendida de populismos bacocos, pacóvios e primários, para que se possam captar os melhores dos melhores. Caso contrário, teremos de nos contentar com eleitos que chegam aos Passos Perdidos como quem entra numa taberna ao final do dia…
Segundo José Pedro Aguiar-Branco, a política portuguesa “precisa de mobilizar os académicos mais capazes, os profissionais mais qualificados” e “os representantes mais adequados para os diferentes interesses que existem na sociedade”.
“Escolho a palavra interesses propositadamente. Os deputados devem mesmo defender interesses: os das suas terras e regiões, os de uma classe profissional, comunidade ou setor, os interesses dos agricultores ou dos professores. É o conjunto dos interesses que constitui o interesse nacional”, sustentou.
Aguiar-Branco frisou ainda que quando se está, “por demagogia, inveja ou maledicência, demasiado preocupados com os interesses dos políticos, corremos o risco de só ficar com políticos sem interesse algum”.
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