quinta-feira, 22/01/2026

Por um Estado mais responsável!

Carlos Pinto
Em Sines, a empresa de capitais chineses CALB Europe prepara-se para avançar com a construção de uma unidade industrial para fabrico de baterias de iões de lítio para o setor automóvel e armazenamento de energia em bateria, num investimento que supera os dois mil milhões de euros e prevê a criação de 1.800 postos de trabalho.
Ainda no mesmo concelho, a Repsol está a investir mais de 600 milhões de euros na construção de duas novas fábricas de polímeros 100% recicláveis, que criarão 75 empregos diretos e cerca de 300 indiretos.
E a Topsoe Battery Materials vai gastar 109,5 milhões de euros numa fábrica de produção de materiais ativos catódicos para baterias elétricas e atividades relacionadas, que prevê a criação de 62 novos postos de trabalho.
Isto para não falar dos inúmeros projetos ligados à produção de hidrogénio verde previstos para Sines, dos planos de expansão do porto marítimo, da instalação de cabos de fibra ótica a partir do concelho ao Brasil e aos EUA ou do mega investimento de cerca de 8,6 mil milhões de euros da anunciado pela gigante tecnológica Microsoft para o centro de dados da Start Campus.
Já no concelho ao lado, em Odemira, a atividade agrícola continua com grande expressão, gerando anualmente 600 milhões de euros de riqueza para a economia nacional, assim como 130 milhões de euros de receita fiscal para o Estado português, segundo dados revelados no ano passado.
Ou seja, estes dois concelhos (e todo o Alentejo Litoral na sua generalidade, através de outras atividades económicas, com destaque para o turismo) contribuem fortemente para a economia nacional e para as exportações de Portugal, permitindo um maior equilíbrio na nossa balança comercial.
Esperava-se – ou melhor, exigia-se – que tamanha importância da região para a economia tivesse respaldo por parte do Estado, com serviços e infraestruturas públicas em quantidade e qualidade neste território… Mas não!
Pelo contrário, e como várias vezes o “SW” já noticiou, são muitos os problemas sentidos no Alentejo Litoral em áreas de responsabilidade direta do Estado, como a saúde, a habitação, as acessibilidades rodo e ferroviárias, a segurança, a justiça ou serviços de proximidade, como Finanças, Segurança Social ou conservatórias.
Este quadro leva a que, há muito, os autarcas reivindiquem constantemente mais e melhores meios e serviços para os seus concelhos, ao mesmo tempo que, cada um, faz o que lhe é possível dentro das possibilidades e competências dos respetivos municípios. Chegou, portanto, a hora do Estado – aquele que se encontra instalado no Terreiro do Paço e que poucas vezes parece ter horizonte para além do estuário do Tejo – assumir as suas responsabilidades e dar resposta a estas necessidades. Isso sim será visão estratégica e uma política de coesão nacional!
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