quinta-feira, 28/05/2026

Uma “vitória” do bom senso

Carlos Pinto
A decisão da GALP de não avançar com a construção de um novo parque eólico no Alentejo Litoral representa uma vitória do bom senso e da defesa do território. Embora a transição energética seja um objetivo essencial para combater as alterações climáticas e reduzir a dependência de combustíveis fósseis, tal não pode acontecer à custa da destruição da paisagem natural, da identidade das regiões e da vontade das populações locais. O projeto do Parque Eólico das Cachenas iria fornecer a energia renovável necessária para a produção e armazenamento de hidrogénio verde na unidade industrial da empresa em Sines, uma aposta estratégica para o futuro energético do país. No entanto, desde o primeiro momento que surgiram fortes críticas por parte de autarquias, ambientalistas e habitantes, que alertaram para os impactos negativos que a instalação de quase duas dezenas de aerogeradores teria na paisagem, nos ecossistemas e na qualidade de vida da região.
O Alentejo Litoral é uma das zonas mais preservadas de Portugal, conhecida pelas suas paisagens naturais, biodiversidade e forte ligação ao turismo sustentável. A instalação de um parque eólico de grande dimensão iria transformar profundamente esse território, industrializando áreas naturais e alterando de forma irreversível a imagem da região. Não se trata de ser contra as energias renováveis, mas sim de exigir que os projetos sejam planeados com equilíbrio, respeito ambiental e diálogo com as comunidades.
A forte contestação social demonstrou que as populações estão cada vez mais atentas e exigentes relativamente aos grandes projetos energéticos. Durante muitos anos, decisões deste tipo eram tomadas sem ouvir quem vive nos territórios afetados, mas hoje, felizmente, existe maior consciência de que a transição energética deve ser também uma transição justa e participada.
A opção da GALP mostra igualmente que as empresas devem compreender que sustentabilidade não significa apenas produzir energia dita “verde”. É que sustentabilidade também implica proteger o património natural, respeitar as comunidades e encontrar soluções que conciliem desenvolvimento económico com preservação ambiental.
Portugal precisa de continuar a investir em energias renováveis e no hidrogénio verde, mas esse caminho deve ser construído com planeamento inteligente e sensibilidade territorial. A transição energética não pode repetir erros do passado, substituindo uma forma de agressão ambiental por outra. O futuro energético do país só será verdadeiramente sustentável se respeitar as pessoas e as paisagens que fazem parte da nossa identidade coletiva.
O Alentejo Litoral é uma das zonas mais preservadas de Portugal, conhecida pelas suas paisagens naturais, biodiversidade e forte ligação ao turismo sustentável. A instalação de um parque eólico de grande dimensão iria transformar profundamente esse território, industrializando áreas naturais e alterando de forma irreversível a imagem da região. Não se trata de ser contra as energias renováveis, mas sim de exigir que os projetos sejam planeados com equilíbrio, respeito ambiental e diálogo com as comunidades.
A forte contestação social demonstrou que as populações estão cada vez mais atentas e exigentes relativamente aos grandes projetos energéticos. Durante muitos anos, decisões deste tipo eram tomadas sem ouvir quem vive nos territórios afetados, mas hoje, felizmente, existe maior consciência de que a transição energética deve ser também uma transição justa e participada.
A opção da GALP mostra igualmente que as empresas devem compreender que sustentabilidade não significa apenas produzir energia dita “verde”. É que sustentabilidade também implica proteger o património natural, respeitar as comunidades e encontrar soluções que conciliem desenvolvimento económico com preservação ambiental.
Portugal precisa de continuar a investir em energias renováveis e no hidrogénio verde, mas esse caminho deve ser construído com planeamento inteligente e sensibilidade territorial. A transição energética não pode repetir erros do passado, substituindo uma forma de agressão ambiental por outra. O futuro energético do país só será verdadeiramente sustentável se respeitar as pessoas e as paisagens que fazem parte da nossa identidade coletiva.
COMENTÁRIOS
Não há comentários para este artigo
07h00 - sexta, 29/05/2026
Torneio em Odemira
As seleções regionais sub-14 femininas de andebol de Lisboa, Setúbal e Algarve/Baixo Alentejo participam, no sábado, 30, na edição deste ano do Sudoeste Andebol Cup, promovido pela Câmara de Odemira.
Torneio em Odemira
junta seleções femininas
sub-14 de andebol
As seleções regionais sub-14 femininas de andebol de Lisboa, Setúbal e Algarve/Baixo Alentejo participam, no sábado, 30, na edição deste ano do Sudoeste Andebol Cup, promovido pela Câmara de Odemira.
07h00 - sexta, 29/05/2026
Campeonato nacional
A praia Vasco da Gama, em Sines, recebe neste sábado, 30, a Nortada Beach Rescue, uma prova única que irá consagrar os campeões nacionais da modalidade de salvamento aquático desportivo de praia.
Campeonato nacional
de salvamento aquático
decorre em Sines
A praia Vasco da Gama, em Sines, recebe neste sábado, 30, a Nortada Beach Rescue, uma prova única que irá consagrar os campeões nacionais da modalidade de salvamento aquático desportivo de praia.
07h00 - sexta, 29/05/2026
Prova de Águas Abertas
A albufeira de Santa Clara, no concelho de Odemira, recebe neste sábado, 30, a I Prova de Águas Abertas da Barragem de Santa Clara, numa organização da Câmara Municipal em parceria com a Associação de Natação do Alentejo.
Prova de Águas Abertas
na albufeira de Santa Clara
A albufeira de Santa Clara, no concelho de Odemira, recebe neste sábado, 30, a I Prova de Águas Abertas da Barragem de Santa Clara, numa organização da Câmara Municipal em parceria com a Associação de Natação do Alentejo.
07h00 - sexta, 29/05/2026
Maria Amália
O Sopro do Destino é o título do novo livro da autora Maria Amália, que será apresentado neste sábado, 30, pelas 16h00, no Colégio Nossa Senhora da Graça, em Vila Nova de Milfontes.
Maria Amália
apresenta novo
livro em Milfontes
O Sopro do Destino é o título do novo livro da autora Maria Amália, que será apresentado neste sábado, 30, pelas 16h00, no Colégio Nossa Senhora da Graça, em Vila Nova de Milfontes.
07h00 - quinta, 28/05/2026
Manifesto em defesa
Cientistas, organizações da sociedade civil, empresas ligadas ao mar e cidadãos lançaram um manifesto apelando à proteção dos ecossistemas marinhos portugueses, onde é defendida a criação de uma Estratégia Nacional para a Biodiversidade Marinha com horizonte até 2040.
Manifesto em defesa
da biodiversidade marinha
aprovado em Milfontes
Cientistas, organizações da sociedade civil, empresas ligadas ao mar e cidadãos lançaram um manifesto apelando à proteção dos ecossistemas marinhos portugueses, onde é defendida a criação de uma Estratégia Nacional para a Biodiversidade Marinha com horizonte até 2040.
MAIS VISTAS

