07h00 - sexta-feira, 31/01/2020
Ingleses em Odemira:
Ingleses em Odemira:
“’Brexit’ é uma loucura!”
Segurando uma chávena de café forte, ainda com o dia envolto em neblina, Peter Knight não é nada brando nas palavras. “Isto é uma loucura”, diz este inglês de 58 anos sobre o “Brexit”, alcunha dada ao processo de saída do Reino Unido da União Europeia que é concretizado nesta sexta-feira, 31 de Janeiro, depois de três longos anos de avanços e recuos.
A partir de agora a Europa unida passará de 28 a 27 países, num processo que acontece pela primeira vez desde que em 1957 foram criadas a Comunidade Económica Europeia e a Comunidade Europeia do Carvão e do Aço. Mas este é um “divórcio” que está longe de ser bem aceite por grande parte dos cidadãos britânicos, seja em Londres seja no concelho de Odemira, onde Peter Knight e Hanna Quinlan, nascidos em “terras de Sua Majestade”, há muito residem.
Para Peter Knight, empresário ligado ao sector agro-industrial e que está no concelho desde 1983, o “Brexit” é uma “loucura” que, na sua opinião, pode ser justificada em dois planos: “o medo que eles têm de ver o país ‘inundado’ com imigrantes e o desperdício de dinheiro” associado à União Europeia.
“É difícil que qualquer pessoa da Europa tenha o mesmo pensamento de uma pessoa que vive numa ilha, em que para de lá sair tem de apanhar um barco ou um avião. É uma mentalidade completamente diferente! E esta coisa do Brexit foi claramente influenciada pelo voto das pessoas com mais de 45 anos, que temem os imigrantes e essas coisas”, afirma este inglês nascido em Warwick, no centro, esperando que o “Brexit” acabe por ser “uma chamada de atenção” para Bruxelas.
Opinião semelhante tem Hanna Quinlan, de 32 anos, que reside na aldeia de Troviscais e chegou a Odemira com apenas 10 anos. “Isto é mau, muito mau”, confidencia ao “SW” esta inglesa natural de Brighton, no sul, considerando que a opção dos britânicos pelo “Brexit” se deveu a “razões erradas”, nomeadamente a chegada de estrangeiros ao Reino Unido.
“Eles não vêm que se não houvesse esses estrangeiros havia muita coisa que não se fazia? Porque eles não querem fazer nada, não querem trabalhar”, sublinha em tom crítico.
Tanto Hanna como Peter sempre acreditaram que o “Brexit” não fosse avante… mas enganaram-se. “Agora já está tudo arrependido! Mas isto foi longe demais e não há nada que agora possam fazer”, adverte a primeira, considerando que rapidamente se vão notar os efeitos do processo na sociedade britânica.
“As pessoas não têm noção do que vai acontecer. É que quem votou nisto são pessoas que estão bem na vida, que não sabem o que é não ter um prato de comida à mesa. Agora malta nova, mães solteiras ou idosos… É impossível viver lá! Já o é e ainda vai ser pior”, diz.
Peter Knight é menos pessimista, ainda que reconheça que a partir de agora vá haver “muita mais burocracia”, seja no trânsito de pessoas ou nos negócios. “Obviamente que haverá mais papelada, mas vai funcionar! Se houver economia (alguém que quiser comprar e alguém a vender) vai haver maneiras de trabalhar. Seguramente que no princípio será uma confusão total, mas mais cedo ou mais tarde tudo ficará organizado e a funcionar”, afiança.
A partir de agora a Europa unida passará de 28 a 27 países, num processo que acontece pela primeira vez desde que em 1957 foram criadas a Comunidade Económica Europeia e a Comunidade Europeia do Carvão e do Aço. Mas este é um “divórcio” que está longe de ser bem aceite por grande parte dos cidadãos britânicos, seja em Londres seja no concelho de Odemira, onde Peter Knight e Hanna Quinlan, nascidos em “terras de Sua Majestade”, há muito residem.
Para Peter Knight, empresário ligado ao sector agro-industrial e que está no concelho desde 1983, o “Brexit” é uma “loucura” que, na sua opinião, pode ser justificada em dois planos: “o medo que eles têm de ver o país ‘inundado’ com imigrantes e o desperdício de dinheiro” associado à União Europeia.
“É difícil que qualquer pessoa da Europa tenha o mesmo pensamento de uma pessoa que vive numa ilha, em que para de lá sair tem de apanhar um barco ou um avião. É uma mentalidade completamente diferente! E esta coisa do Brexit foi claramente influenciada pelo voto das pessoas com mais de 45 anos, que temem os imigrantes e essas coisas”, afirma este inglês nascido em Warwick, no centro, esperando que o “Brexit” acabe por ser “uma chamada de atenção” para Bruxelas.
Opinião semelhante tem Hanna Quinlan, de 32 anos, que reside na aldeia de Troviscais e chegou a Odemira com apenas 10 anos. “Isto é mau, muito mau”, confidencia ao “SW” esta inglesa natural de Brighton, no sul, considerando que a opção dos britânicos pelo “Brexit” se deveu a “razões erradas”, nomeadamente a chegada de estrangeiros ao Reino Unido.
“Eles não vêm que se não houvesse esses estrangeiros havia muita coisa que não se fazia? Porque eles não querem fazer nada, não querem trabalhar”, sublinha em tom crítico.
Tanto Hanna como Peter sempre acreditaram que o “Brexit” não fosse avante… mas enganaram-se. “Agora já está tudo arrependido! Mas isto foi longe demais e não há nada que agora possam fazer”, adverte a primeira, considerando que rapidamente se vão notar os efeitos do processo na sociedade britânica.
“As pessoas não têm noção do que vai acontecer. É que quem votou nisto são pessoas que estão bem na vida, que não sabem o que é não ter um prato de comida à mesa. Agora malta nova, mães solteiras ou idosos… É impossível viver lá! Já o é e ainda vai ser pior”, diz.
Peter Knight é menos pessimista, ainda que reconheça que a partir de agora vá haver “muita mais burocracia”, seja no trânsito de pessoas ou nos negócios. “Obviamente que haverá mais papelada, mas vai funcionar! Se houver economia (alguém que quiser comprar e alguém a vender) vai haver maneiras de trabalhar. Seguramente que no princípio será uma confusão total, mas mais cedo ou mais tarde tudo ficará organizado e a funcionar”, afiança.
- NOTÍCIAS RELACIONADAS
- Presidente da AHSA: “'Brexit' terá efeito disruptivo nas exportações” (31/01/2020)
COMENTÁRIOS
Não há comentários para este artigo
07h00 - quinta, 06/08/2026
“Férias Jovens”
Cerca de 320 crianças e jovens do concelho de Santiago do Cacém, dos sete aos 14 anos, participaram na edição deste ano das “Férias Jovens”, iniciativa promovida pela Câmara Municipal, em colaboração com as juntas de freguesia.
“Férias Jovens”
em Santiago do Cacém
com 320 participantes
Cerca de 320 crianças e jovens do concelho de Santiago do Cacém, dos sete aos 14 anos, participaram na edição deste ano das “Férias Jovens”, iniciativa promovida pela Câmara Municipal, em colaboração com as juntas de freguesia.
07h00 - quinta, 06/08/2026
Sines tem nova estratégia
A nova Estratégia de Reabilitação Urbana de Sines, com um prazo de 10 anos e associada a uma nova delimitação da Área de Reabilitação Urbana (ARU), já está em vigor, depois da sua publicação em Diário da República no passado dia 28 de julho.
Sines tem nova estratégia
de reabilitação urbana
A nova Estratégia de Reabilitação Urbana de Sines, com um prazo de 10 anos e associada a uma nova delimitação da Área de Reabilitação Urbana (ARU), já está em vigor, depois da sua publicação em Diário da República no passado dia 28 de julho.
07h00 - quinta, 06/08/2026
Iniciativa “Sines em
A Câmara de Sines promove, até 23 de agosto, a quarta edição da iniciativa “Sines em Movimento”, que visa proporcionar à população, visitantes e turistas um programa “diversificado” de atividades desportivas, ambientais e culturais.
Iniciativa “Sines em
Movimento” ao longo
do mês de agosto
A Câmara de Sines promove, até 23 de agosto, a quarta edição da iniciativa “Sines em Movimento”, que visa proporcionar à população, visitantes e turistas um programa “diversificado” de atividades desportivas, ambientais e culturais.
07h00 - quarta, 05/08/2026
PJ realiza buscas por droga em
A Polícia Judiciária (PJ) realizou nesta terça-feira, 4, buscas num navio porta-contentores atracado no Porto de Sines, por suspeitas de tráfico de droga.
PJ realiza buscas por droga em
porta-contentores no Porto de Sines
A Polícia Judiciária (PJ) realizou nesta terça-feira, 4, buscas num navio porta-contentores atracado no Porto de Sines, por suspeitas de tráfico de droga.
07h00 - terça, 04/08/2026
FC Pereirense
O FC Pereirense, do concelho de Odemira, foi selecionado como finalista da fase regional da Medida Mérito, integrada no Programa Clube TOP, promovida pelo Instituto Português do Desporto e Juventude (IPDJ).
FC Pereirense
finalista do Programa
Clube TOP do IPDJ
O FC Pereirense, do concelho de Odemira, foi selecionado como finalista da fase regional da Medida Mérito, integrada no Programa Clube TOP, promovida pelo Instituto Português do Desporto e Juventude (IPDJ).
MAIS VISTAS





