07h00 - sexta-feira, 04/09/2020
Nova espécie de planta
Nova espécie de planta
descoberta em Milfontes
Helosciadium milfontinum: é esta a designação científica da nova espécie de planta descoberta recentemente por investigadores das universidades de Évora (UÉ) e de Oviedo (Espanha) na zona de Vila Nova de Milfontes.
Trata-se de uma planta endémica, “rara e fortemente ameaçada”, que cresce nos charcos temporários e encontra-se “restringida a nível mundial a pequenas áreas da Costa Vicentina”, sublinha a UÉ.
Segundo Carla Pinto Cruz, investigadora do MED-Instituto Mediterrâneo para Agricultura, Ambiente e Desenvolvimento da UÉ, este conjunto de flores “faz lembrar um pequeno guarda-chuva, semelhante às flores do aipo que floresce entre Julho e Agosto e frutifica no início de Setembro”.
Esta apresenta caules rastejantes, “que enraízam em nós e as folhas são lobadas e têm as margens dentadas”, acrescenta a investigadora.
A investigadora refere que graças a este estudo conjunto entre a UÉ e botânicos da Universidade de Oviedo, “é possível mostrar claramente que esta nova espécie difere da previamente identificada”, referindo-se à Apium repens, cuja área de distribuição é mais abrangente no território europeu.
Carla Pinto Cruz explica ainda que, através do estudo taxonómico e recorrendo a amostras existentes em herbários mas também recolhidas na natureza, “foi possível clarificar a identidade desta planta”.
Desde o inicio do século que os cientistas passaram a recorrer a dados moleculares para melhorar a classificação das plantas e identificação das espécies e Carla Pinto Cruz, esclarece que, “tendo por base a premissa de que uma curta sequência padronizada de DNA pode permitir a distinção de indivíduos de espécies diferentes”, tais avanços neste tipo de tecnologia “pode inferir melhor as relações evolutivas e de “parentesco” entre as diferentes espécies”, como é o caso deste estudo.
A investigadora acrescenta que existem regras internacionais para atribuir o nome a cada planta (nomenclatura), inscritos no Código Internacional de Nomenclatura Botânica (ICBN), “criado por Lineu, e usado até aos nossos dias”, o sistema binomial é um sistema universal padronizado. Assim, cada espécie de planta é designada por uma combinação exclusiva de duas palavras em latim: primeiro o “género” e depois o epíteto específico, atribuindo-se um nome único para cada espécie.
É o que sucede com esta descoberta, cujo epíteto específico atribuído milfontinum é alusivo à sua área de ocorrência, ou seja, Vila Nova de Milfontes.
“A identificação precisa de cada espécie é essencial, mas também para melhor podermos planear adequadamente os esforços de conservação”, afirma a professora do Departamento de Biologia da UÉ, uma vez que, na sua opinião, “ao percebermos que esta pequena planta está mais isolada geneticamente do que pensávamos passamos a estar mais conscientes do seu verdadeiro estatuto, da sua importância e do elevado grau de ameaça”.
Carla Pinto Cruz frisa ainda que esta planta já foi alvo de alguns esforços de conservação, quer nos charcos temporários da região onde pode ser encontrada, mas sobretudo direccionados à própria planta, através do projecto “Recuperação de Valores Naturais-Habitats e Espécies de Zonas Húmidas Temporárias”, coordenado pela Universidade de Évora, uma iniciativa lançada pelo ICNF, em parceria com o Fundo Ambiental, a qual contribuiu para a conservação de valores e recursos naturais, a promoção e manutenção da biodiversidade, assim como o restauro de habitats ou a valorização do território, com base nos sistemas e espécies autóctones.
Trata-se de uma planta endémica, “rara e fortemente ameaçada”, que cresce nos charcos temporários e encontra-se “restringida a nível mundial a pequenas áreas da Costa Vicentina”, sublinha a UÉ.
Segundo Carla Pinto Cruz, investigadora do MED-Instituto Mediterrâneo para Agricultura, Ambiente e Desenvolvimento da UÉ, este conjunto de flores “faz lembrar um pequeno guarda-chuva, semelhante às flores do aipo que floresce entre Julho e Agosto e frutifica no início de Setembro”.
Esta apresenta caules rastejantes, “que enraízam em nós e as folhas são lobadas e têm as margens dentadas”, acrescenta a investigadora.
A investigadora refere que graças a este estudo conjunto entre a UÉ e botânicos da Universidade de Oviedo, “é possível mostrar claramente que esta nova espécie difere da previamente identificada”, referindo-se à Apium repens, cuja área de distribuição é mais abrangente no território europeu.
Carla Pinto Cruz explica ainda que, através do estudo taxonómico e recorrendo a amostras existentes em herbários mas também recolhidas na natureza, “foi possível clarificar a identidade desta planta”.
Desde o inicio do século que os cientistas passaram a recorrer a dados moleculares para melhorar a classificação das plantas e identificação das espécies e Carla Pinto Cruz, esclarece que, “tendo por base a premissa de que uma curta sequência padronizada de DNA pode permitir a distinção de indivíduos de espécies diferentes”, tais avanços neste tipo de tecnologia “pode inferir melhor as relações evolutivas e de “parentesco” entre as diferentes espécies”, como é o caso deste estudo.
A investigadora acrescenta que existem regras internacionais para atribuir o nome a cada planta (nomenclatura), inscritos no Código Internacional de Nomenclatura Botânica (ICBN), “criado por Lineu, e usado até aos nossos dias”, o sistema binomial é um sistema universal padronizado. Assim, cada espécie de planta é designada por uma combinação exclusiva de duas palavras em latim: primeiro o “género” e depois o epíteto específico, atribuindo-se um nome único para cada espécie.
É o que sucede com esta descoberta, cujo epíteto específico atribuído milfontinum é alusivo à sua área de ocorrência, ou seja, Vila Nova de Milfontes.
“A identificação precisa de cada espécie é essencial, mas também para melhor podermos planear adequadamente os esforços de conservação”, afirma a professora do Departamento de Biologia da UÉ, uma vez que, na sua opinião, “ao percebermos que esta pequena planta está mais isolada geneticamente do que pensávamos passamos a estar mais conscientes do seu verdadeiro estatuto, da sua importância e do elevado grau de ameaça”.
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