quinta-feira, 01/05/2025

E depois do “apagão”?

Carlos Pinto
Passava pouco das 11h30 de segunda-feira, 28 de abril, quando se deu um verdeiro “apagão total” em toda a Península Ibérica. Ao longo de horas, todos nós ficámos “desligados”, sem fontes de energia elétrica e com muita desinformação a circular nas redes sociais, o que levou a certos “excessos” em supermercados e postos de abastecimento de combustível. Só no dia seguinte o operador de rede de distribuição de eletricidade E-Redes garantiu que o serviço estava totalmente “reposto e normalizado”, explicando que a religação da rede foi feita em cascata (alta, média e baixa tensão) e que foi possível recuperar mais depressa o fornecimento de energia “fruto da gestão integrada da rede nos vários níveis de tensão”.
Ultrapassada esta crise, ao que tudo indica com origem em Espanha, que ensinamentos devemos retirar das horas vividas durante o “apagão” para o nosso futuro? Desde logo, a necessidade de uma maior organização no topo da cadeia de comando, ou seja, entre Governo e Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), uma vez que ao longo de horas não houve, por parte destes, qualquer tipo de informação oficial prestada à população que não a divulgada pela comunicação social (que fez um trabalho admirável, mas a quem nem toda a gente tinha acesso).
Nesse âmbito, e enquanto Governo e ANEPC ficaram muito aquém do exigido, é de saudar o papel das autarquias, que em articulação com os respetivos serviços municipais de Proteção Civil e as autoridades locais, conseguiram prestar informação às respetivas populações e tomar medidas concretas para minimizar os impactos da falta de eletricidade.
Mas após este “apagão” urge igualmente refletir sobre o processo de transição energética em curso no país. Será que a aposta nas energias renováveis é real ou continuamos a depender de fontes energéticas mais baratas… vindas de Espanha? Não deveria há muito estar definido um plano de emergência para dar resposta em “situações-limite” como a desta semana? E será que as empresas concessionárias das redes, um bem público e essencial, estão preparadas e possuem planos de contingência para este tipo de episódios ou a sede de lucro sobrepõe-se a tudo o resto?
São estas as questões a que é necessário, rapidamente, dar resposta. Sob risco de ficarmos, de novo, às escuras!
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