quinta-feira, 11/06/2026

Abundância hoje, segurança amanhã

Carlos Pinto
Depois de vários anos de seca severa e uma crescente preocupação com a disponibilidade de água, o último inverno trouxe uma realidade diferente. A precipitação abundante permitiu recuperar significativamente as reservas hídricas em diversas regiões do país, com albufeiras como a de Santa Clara a registarem volumes de armazenamento que há muito não se observavam.
Esta situação constitui uma excelente notícia para as populações, para os ecossistemas e, em particular, para a agricultura, setor que depende diretamente da disponibilidade de água para garantir a produção de alimentos e a viabilidade económica das explorações.
Ainda assim, seria um erro interpretar esta conjuntura favorável como um sinal de que a preocupação com a gestão da água pode ser colocada em segundo plano. Pelo contrário, os períodos de maior disponibilidade hídrica devem ser encarados como oportunidades para consolidar estratégias de utilização racional deste recurso, preparando o futuro com maior segurança e resiliência.
Na agricultura, a utilização racional da água não significa produzir menos, mas sim produzir melhor. O desafio consiste em obter maiores níveis de eficiência, garantindo que cada gota de água aplicada nos campos contribui efetivamente para o desenvolvimento das culturas.
É por isso que a atual situação de maior disponibilidade deve servir de incentivo ao investimento em tecnologias e práticas de rega mais avançadas, assim como para promover práticas agronómicas mais ajustadas às exigências do presente e aos desafios do futuro.
O enchimento da albufeira de Santa Clara representa, por isso, mais do que um simples alívio temporário. Constitui uma oportunidade estratégica para reforçar uma cultura de eficiência e de responsabilidade na utilização da água. A verdadeira sustentabilidade não se mede pela forma como gerimos a escassez, mas pela capacidade de manter boas práticas mesmo nos momentos de abundância.
Aproveitar esta fase de maior disponibilidade para investir em conhecimento, tecnologia e eficiência será a melhor garantia de que a agricultura continuará a desempenhar o seu papel económico e social, preservando simultaneamente os recursos hídricos para as gerações futuras.
Esta situação constitui uma excelente notícia para as populações, para os ecossistemas e, em particular, para a agricultura, setor que depende diretamente da disponibilidade de água para garantir a produção de alimentos e a viabilidade económica das explorações.
Ainda assim, seria um erro interpretar esta conjuntura favorável como um sinal de que a preocupação com a gestão da água pode ser colocada em segundo plano. Pelo contrário, os períodos de maior disponibilidade hídrica devem ser encarados como oportunidades para consolidar estratégias de utilização racional deste recurso, preparando o futuro com maior segurança e resiliência.
Na agricultura, a utilização racional da água não significa produzir menos, mas sim produzir melhor. O desafio consiste em obter maiores níveis de eficiência, garantindo que cada gota de água aplicada nos campos contribui efetivamente para o desenvolvimento das culturas.
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