quinta-feira, 06/08/2026

Trabalhar em conjunto

Carlos Pinto
A Câmara de Santiago do Cacém e a Unidade Local de Saúde do Litoral Alentejano (ULSLA) assinaram um protocolo que visa a cedência de uma habitação municipal nesta cidade para alojamento temporário para profissionais de saúde da área da Anestesiologia.
Segundo a autarquia, este protocolo tem como objetivo “contribuir para a atração e permanência de profissionais de saúde no concelho” e promover “melhores condições para a prestação de cuidados de saúde à comunidade”.
Num país marcado por profundas assimetrias territoriais, a capacidade de atrair e fixar profissionais de saúde é um dos maiores desafios enfrentados pelos territórios do interior e pelas regiões afastadas dos grandes centros urbanos. Porque a escassez de médicos, enfermeiros e outros técnicos não se resolve apenas com concursos públicos ou aumentos salariais, mas sim com uma estratégia integrada, onde o poder local deve assumir também um papel ativo.
Os municípios conhecem melhor do que ninguém as dificuldades das suas populações e sabem que um centro de saúde ou um hospital sem profissionais significa menos qualidade de vida, menor capacidade de atrair novos residentes e empresas e, em última análise, um território menos competitivo.
Por isso, faz todo o sentido que as autarquias sejam parceiras das unidades locais de saúde na procura de soluções que tornem estes territórios mais atrativos para quem aqui vem trabalhar. Porque quando uma câmara municipal ajuda a fixar um médico, não está apenas a resolver uma necessidade temporária do hospital, mas sim a investir na saúde da sua população, na confiança dos cidadãos e no futuro da sua região.
É certo que estas iniciativas não podem nunca substituir aquela que é a responsabilidade do Estado em criar carreiras mais atrativas, melhorar as condições de trabalho e garantir um financiamento adequado do SNS, mas podem fazer a diferença na decisão de um profissional aceitar um lugar numa região periférica ou optar por permanecer num grande centro urbano.
E é precisamente esta visão de parceria, pragmática e orientada para soluções, que poderá ajudar a reduzir as desigualdades no acesso aos cuidados de saúde entre o litoral urbano e os territórios de baixa densidade.
Segundo a autarquia, este protocolo tem como objetivo “contribuir para a atração e permanência de profissionais de saúde no concelho” e promover “melhores condições para a prestação de cuidados de saúde à comunidade”.
Num país marcado por profundas assimetrias territoriais, a capacidade de atrair e fixar profissionais de saúde é um dos maiores desafios enfrentados pelos territórios do interior e pelas regiões afastadas dos grandes centros urbanos. Porque a escassez de médicos, enfermeiros e outros técnicos não se resolve apenas com concursos públicos ou aumentos salariais, mas sim com uma estratégia integrada, onde o poder local deve assumir também um papel ativo.
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