07h00 - sexta-feira, 14/07/2023
Direção da
Direção da
ABMira contesta
substituição
A direção da Associação de Beneficiários do Mira (ABM), com sede em Odemira e responsável pela gestão do Aproveitamento Hidroagrícola do Mira, considera que “não faz sentido” ter sido “suspensa de funções” e substituída por uma comissão administrativa provisória a meio da atual campanha de rega.
A posição da ABM surge depois da ministra da Agricultura, Maria do Céu Antunes, ter aprovado, a 23 de junho, o despacho de nomeação de uma nova comissão administrativa provisória da associação, presidida por Maria Lourenço Gomes, em representação da Direção Geral de Agricultura e Desenvolvimento Rural. A nova comissão integra ainda José Costa Gomes (representante da EDIA), Filipe de Botton e Eusébio Viana (representantes dos beneficiários do Aproveitamento Hidroagrícola do Mira).
Para a direção eleita e suspensa da ABM, “não faz sentido […] a nomeação de uma comissão administrativa a meio da campanha de rega quando a maioria dos beneficiários tem tido um comportamento adequado face ao volume de água disponibilizado e faltando apenas quatro meses para a realização de eleições dos seus corpos sociais”.
Em comunicado, a que o “SW” teve acesso, a direcção da ABM considera que “as medidas tomadas ao longo dos anos e que sempre garantiram o fornecimento de água a todos os beneficiários de forma justa, são agora postos em causa” pela ministra da Agricultura.
“Tudo para garantir o fornecimento de água aos produtores de pequenos frutos, com a justificação do volume económico destes produtos nas exportações”, acrescenta.
A direção da ABM contesta igualmente a inclusão de Filipe de Botton na nova comissão administrativa, dado as suas estufas de mirtilos, instaladas no concelho de Odemira, já terem atingido “o limite” do consumo anual de água, o que “levou a que fossem interrompidos todos os fornecimentos de água à sua exploração”.
“Talvez o sr. Botton esteja apenas preocupado em chegar ao fim da campanha com mirtilos viçosos, podendo depois desfazer-se desta má aposta saindo da região, deixando os agricultores locais secos e sem futuro”, critica a ABM.
No comunicado, a direção da ABM contesta igualmente todo o processo que levou à sua substituição, fazendo “mira” ao diretor-geral de Agricultura e Desenvolvimento Rural, Rogério Paulo Ferreira, que acusa de, a 23 de junho, ter ido às instalações da associação para uma reunião “que nunca aconteceu”, acabando por “solicitar o acesso imediato às contas bancárias com fundos públicos e fundos próprios propriedade dos beneficiários e sócios da ABM”.
“Um pedido que poderá estar relacionado com o pagamento de indeminizações aos agricultores que ficarem sem alternativa por não haver água”, adverte a ABM.
A direção da Associação alerta ainda para as consequências “imprevisíveis” nos concelhos de Odemira e Aljezur “quando a comissão administrativa realizar aquilo a que se propõe – deliberar que a alguns serão negados os seus direitos para beneficiar os produtores de pequenos frutos”.
Tudo isto leva os elementos da direção eleita e substituída da ABM a garantir que vão “tomar todas as medidas legais ao seu dispor para devolver a gestão do aproveitamento aos seus beneficiários antes que a albufeira de Santa Clara se encontre seca”.
A posição da ABM surge depois da ministra da Agricultura, Maria do Céu Antunes, ter aprovado, a 23 de junho, o despacho de nomeação de uma nova comissão administrativa provisória da associação, presidida por Maria Lourenço Gomes, em representação da Direção Geral de Agricultura e Desenvolvimento Rural. A nova comissão integra ainda José Costa Gomes (representante da EDIA), Filipe de Botton e Eusébio Viana (representantes dos beneficiários do Aproveitamento Hidroagrícola do Mira).
Para a direção eleita e suspensa da ABM, “não faz sentido […] a nomeação de uma comissão administrativa a meio da campanha de rega quando a maioria dos beneficiários tem tido um comportamento adequado face ao volume de água disponibilizado e faltando apenas quatro meses para a realização de eleições dos seus corpos sociais”.
Em comunicado, a que o “SW” teve acesso, a direcção da ABM considera que “as medidas tomadas ao longo dos anos e que sempre garantiram o fornecimento de água a todos os beneficiários de forma justa, são agora postos em causa” pela ministra da Agricultura.
“Tudo para garantir o fornecimento de água aos produtores de pequenos frutos, com a justificação do volume económico destes produtos nas exportações”, acrescenta.
A direção da ABM contesta igualmente a inclusão de Filipe de Botton na nova comissão administrativa, dado as suas estufas de mirtilos, instaladas no concelho de Odemira, já terem atingido “o limite” do consumo anual de água, o que “levou a que fossem interrompidos todos os fornecimentos de água à sua exploração”.
“Talvez o sr. Botton esteja apenas preocupado em chegar ao fim da campanha com mirtilos viçosos, podendo depois desfazer-se desta má aposta saindo da região, deixando os agricultores locais secos e sem futuro”, critica a ABM.
No comunicado, a direção da ABM contesta igualmente todo o processo que levou à sua substituição, fazendo “mira” ao diretor-geral de Agricultura e Desenvolvimento Rural, Rogério Paulo Ferreira, que acusa de, a 23 de junho, ter ido às instalações da associação para uma reunião “que nunca aconteceu”, acabando por “solicitar o acesso imediato às contas bancárias com fundos públicos e fundos próprios propriedade dos beneficiários e sócios da ABM”.
“Um pedido que poderá estar relacionado com o pagamento de indeminizações aos agricultores que ficarem sem alternativa por não haver água”, adverte a ABM.
A direção da Associação alerta ainda para as consequências “imprevisíveis” nos concelhos de Odemira e Aljezur “quando a comissão administrativa realizar aquilo a que se propõe – deliberar que a alguns serão negados os seus direitos para beneficiar os produtores de pequenos frutos”.
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