quinta-feira, 19/02/2026

E depois do temporal?

Carlos Pinto
Nas últimas semanas, um ciclo nunca visto de sucessivas tempestades assolou grande parte do país, deixando para trás um rasto de destruição, sobretudo nas zonas centro e sul.
Um dos locais mais afetados foi o concelho de Alcácer do Sal, onde o nível da água do Sado galgou margens e chegou a atingir mais de dois metros de altura na zona ribeirinha da cidade, inundando espaços públicos, lojas, restaurantes e habitações. Mas houve também aldeias isoladas e campos agrícolas alagadas.
Mas este cenário desolador não restringiu apenas ao concelho de Alcácer do Sal: de Odemira a Sines, de Santiago do Cacém a Grândola, são vários os registos de prejuízos em estradas, estufas ou infraestruturas de apoio ao turismo.
Depois de vários dias de aflição – e agora que o tempo parece estar a “levantar” –, a hora é de fazer contas aos estragos. E nessa matéria, é essencial que o Governo (e também a União Europeia) tenham a sensibilidade necessária e indispensável para dar resposta às necessidades das comunidades afetadas.
Na sua passagem por Alcácer do Sal, na passada semana, o primeiro-ministro Luís Montenegro anunciou que haverá um Plano de Recuperação e Resiliência exclusivamente português, a que chamou PTRR, para que o país possa recuperar economicamente das consequências do mau tempo e atuar nas infraestruturas mais críticas.
“Posso já avançar que hoje tivemos uma reflexão já muito aprofundada no Conselho de Ministros e dei orientações a todos os ministérios para projetarmos um grande programa de recuperação e resiliência para Portugal, para podermos chegar a todo o território”, afirmou o líder do Governo. E acrescentou: “Vamos ter uma resposta nacional para um problema que afetou todo o território: teremos um PTRR, um Programa de Recuperação e Resiliência Português, exclusivamente português, para podermos sair desta sucessão de intempéries mais fortes, mais resilientes, recuperados socialmente, recuperados do ponto de vista da dinâmica económica”.
Espera-se que estes anúncios do primeiro-ministro sejam acompanhados de medidas e ações concretas. Que mais que palavras bonitos e de solidariedade, haja capacidade de agir com celeridade e eficiência. E que tudo aquilo que foi destruído seja rapidamente reposto. Caso contrário, territórios como nosso ficarão ainda mais “interiorizados” e longe de um país que se quer coeso e desenvolvido.
Um dos locais mais afetados foi o concelho de Alcácer do Sal, onde o nível da água do Sado galgou margens e chegou a atingir mais de dois metros de altura na zona ribeirinha da cidade, inundando espaços públicos, lojas, restaurantes e habitações. Mas houve também aldeias isoladas e campos agrícolas alagadas.
Mas este cenário desolador não restringiu apenas ao concelho de Alcácer do Sal: de Odemira a Sines, de Santiago do Cacém a Grândola, são vários os registos de prejuízos em estradas, estufas ou infraestruturas de apoio ao turismo.
Depois de vários dias de aflição – e agora que o tempo parece estar a “levantar” –, a hora é de fazer contas aos estragos. E nessa matéria, é essencial que o Governo (e também a União Europeia) tenham a sensibilidade necessária e indispensável para dar resposta às necessidades das comunidades afetadas.
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