07h00 - sexta-feira, 12/06/2026
Rega no Mira com
Rega no Mira com
novo modelo de
distribuição de água
O Aproveitamento Hidroagrícola do Mira (AHM) vai ter um novo modelo de distribuição de água na campanha de 2026, depois das restrições registadas no ano anterior terem sido levantadas devido ao facto de a albufeira de Santa Clara estar praticamente cheia.
De acordo com o boletim mensal da Associação de Beneficiários do Mira (ABM), que gere o perímetro de rega, que beneficia cerca de 12.000 hectares nos municípios de Odemira e Aljezur, “o atual contexto de maior disponibilidade hídrica deve ser encarado como uma oportunidade para consolidar práticas eficientes, não para as abandonar”.
No documento, consultado pelo “SW”, a ABM indica que a albufeira de Santa Clara “encontra-se perto do pleno armazenamento”, com 97% da sua capacidade máxima, o que leva a que o AHM “deixe formalmente de estar em situação de contingência por seca” e “permite levantar as restrições à rega que vigoraram nos últimos anos”.
Nesse âmbito, adianta a associação, os beneficiários que já fizeram inscrições na primeira fase “podem agora inscrever áreas adicionais ou alterar as culturas declaradas anteriormente”.
Ainda assim, acrescenta, “nas culturas permanentes e protegidas, as novas inscrições ficam sujeitas a aprovação prévia pela ABM e Autoridade Nacional do Regadio”, só podendo ser inscrita a área “que está efetivamente em produção e sujeita a rega”.
O novo modelo de distribuição de água “prevê um reforço significativo das ações de controlo”, pelo que a ABM “irá verificar no terreno as áreas e culturas instaladas, recorrendo a inspeções presenciais, imagens de satélite e drones”.
“Sempre que se verifique uma discrepância entre o que foi declarado e o que existe no terreno, o volume de água atribuído será ajustado em conformidade”, explica a associação.
A ABM acrescenta que “após a atribuição dos volumes, os regantes receberão semanalmente, por correio eletrónico, um relatório com o volume total atribuído, o consumo acumulado, o consumo da semana anterior e a percentagem de volume disponível”.
“Serão também enviados avisos quando forem atingidos 50%, 90% e 120% do volume atribuído”, sendo que, neste último caso, “o fornecimento será suspenso”.
Para a ABM, “a maior disponibilidade hídrica não dispensa o compromisso com uma utilização racional e responsável da água”.
Por isso, a associação “propõe reduzir perdas na rede coletiva do perímetro, investir em sistemas de rega mais precisos e gerir os consumos com rigor”, uma vez que “a variabilidade climática é uma realidade com que o setor agrícola tem de contar”.
“Aí serão os agricultores que já tiverem adotado práticas mais eficientes os que estarão em melhor posição para continuar a produzir”, sustenta.
De acordo com o boletim mensal da Associação de Beneficiários do Mira (ABM), que gere o perímetro de rega, que beneficia cerca de 12.000 hectares nos municípios de Odemira e Aljezur, “o atual contexto de maior disponibilidade hídrica deve ser encarado como uma oportunidade para consolidar práticas eficientes, não para as abandonar”.
No documento, consultado pelo “SW”, a ABM indica que a albufeira de Santa Clara “encontra-se perto do pleno armazenamento”, com 97% da sua capacidade máxima, o que leva a que o AHM “deixe formalmente de estar em situação de contingência por seca” e “permite levantar as restrições à rega que vigoraram nos últimos anos”.
Nesse âmbito, adianta a associação, os beneficiários que já fizeram inscrições na primeira fase “podem agora inscrever áreas adicionais ou alterar as culturas declaradas anteriormente”.
Ainda assim, acrescenta, “nas culturas permanentes e protegidas, as novas inscrições ficam sujeitas a aprovação prévia pela ABM e Autoridade Nacional do Regadio”, só podendo ser inscrita a área “que está efetivamente em produção e sujeita a rega”.
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“Sempre que se verifique uma discrepância entre o que foi declarado e o que existe no terreno, o volume de água atribuído será ajustado em conformidade”, explica a associação.
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