07h00 - sexta-feira, 12/06/2026
Jovens “cientistas” de Odemira
Jovens “cientistas” de Odemira
com projetos premiados
Alunos do BIGEO/Clube Ciência Viva da Escola Secundária Dr. Manuel Candeias Gonçalves, de Odemira, voltaram a ser premiados na edição deste ano da Mostra Nacional de Ciência, a maior competição do país destinada ao “jovens cientistas” e que decorreu, no final de maio, no Porto.
A iniciativa, organizada pela Fundação da Juventude e pela Agência Ciência Viva, recebeu este ano quatro projetos elaborados por alunos de Odemira, dois dos quais distinguidos pelo júri.
É o caso de Matilde Rafael, que recebeu uma menção honrosa pelo projeto “Comparação da eficácia do vinagre e de um desinfetante químico na redução da carga microbiana da alface”. Este estudo de microbiologia procurou uma solução “mais económica” para a desinfeção de hortícolas para os doentes neutropénicos.
Já os alunos Bruno Mansos, Madalena Costa e Astride Silva vão viajar até França no próximo ano, para apresentar o projeto “Uso do mosaico agrícola do Perímetro de Rega do Mira pela fauna selvagem” na Exposcience Occitanie, em Toulouse.
Este trabalho mostrou que, mesmo num mosaico de agricultura intensiva, “a biodiversidade pode ser elevada, desde que se restaurem as linhas de água, bosquetes, arrelvados húmidos e charcos”.
A Mostra Nacional de Ciência contou ainda com a participação das alunas Carolina Cabecinha e Denise Rafael, com o projeto “Conteúdo polínico do mel de Odemira vs outras regiões”, que comprovou “a elevada qualidade dos méis” da região, “com especial destaque para o mel de um produtor de Bicos, o que obteve melhor classificação nas análises realizadas”.
Também Sofia Bernardo e Madalena Godinho participaram na iniciativa, com o trabalho “Papel do coelho-bravo na dispersão de sementes em matos dunares”, através do qual descobriram que o coelho-bravo é um dispersor eficaz de sementes de uma espécie invasora, o chorão-da-praia.
Todos estes trabalhos foram desenvolvidos no âmbito do BIGEO/Clube Ciência Viva da Escola Secundária Dr. Manuel Candeias Gonçalves, de Odemira, coordenado pela professora Paula Canha.
“Para os alunos, espero que esta experiência lhes aumente a confiança em si mesmos e a satisfação interior de terem descoberto algo novo e terem realizado um trabalho meritório”, diz a docente ao “SW”, reconhecendo não ser fácil, para alunos de Odemira, “conseguir levar a bom termo trabalhos desta qualidade”.
“De facto, eles competem em situação desfavorável face aos colegas que estudam em escolas com laboratórios bem equipados, com mais recursos humanos para apoiar os projetos e muitas vezes a colaboração de laboratórios de investigação próximos das suas escolas”, explica.
Por oposição, continua, em Odemira “improvisamos o nosso material, recrutamos os pais para levar os alunos às saídas de campo e trabalhamos ao fim-de-semana porque os horários da escola não deixam muita folga durante a semana”.
“Temos alunos curiosos, que ficam felizes com as suas descobertas e não se encolhem perante as dificuldades. É por isso que continuo a confiar no futuro! As novas gerações não nos vão desiludir”, conclui Paula Canha.
A iniciativa, organizada pela Fundação da Juventude e pela Agência Ciência Viva, recebeu este ano quatro projetos elaborados por alunos de Odemira, dois dos quais distinguidos pelo júri.
É o caso de Matilde Rafael, que recebeu uma menção honrosa pelo projeto “Comparação da eficácia do vinagre e de um desinfetante químico na redução da carga microbiana da alface”. Este estudo de microbiologia procurou uma solução “mais económica” para a desinfeção de hortícolas para os doentes neutropénicos.
Já os alunos Bruno Mansos, Madalena Costa e Astride Silva vão viajar até França no próximo ano, para apresentar o projeto “Uso do mosaico agrícola do Perímetro de Rega do Mira pela fauna selvagem” na Exposcience Occitanie, em Toulouse.
Este trabalho mostrou que, mesmo num mosaico de agricultura intensiva, “a biodiversidade pode ser elevada, desde que se restaurem as linhas de água, bosquetes, arrelvados húmidos e charcos”.
A Mostra Nacional de Ciência contou ainda com a participação das alunas Carolina Cabecinha e Denise Rafael, com o projeto “Conteúdo polínico do mel de Odemira vs outras regiões”, que comprovou “a elevada qualidade dos méis” da região, “com especial destaque para o mel de um produtor de Bicos, o que obteve melhor classificação nas análises realizadas”.
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Todos estes trabalhos foram desenvolvidos no âmbito do BIGEO/Clube Ciência Viva da Escola Secundária Dr. Manuel Candeias Gonçalves, de Odemira, coordenado pela professora Paula Canha.
“Para os alunos, espero que esta experiência lhes aumente a confiança em si mesmos e a satisfação interior de terem descoberto algo novo e terem realizado um trabalho meritório”, diz a docente ao “SW”, reconhecendo não ser fácil, para alunos de Odemira, “conseguir levar a bom termo trabalhos desta qualidade”.
“De facto, eles competem em situação desfavorável face aos colegas que estudam em escolas com laboratórios bem equipados, com mais recursos humanos para apoiar os projetos e muitas vezes a colaboração de laboratórios de investigação próximos das suas escolas”, explica.
Por oposição, continua, em Odemira “improvisamos o nosso material, recrutamos os pais para levar os alunos às saídas de campo e trabalhamos ao fim-de-semana porque os horários da escola não deixam muita folga durante a semana”.
“Temos alunos curiosos, que ficam felizes com as suas descobertas e não se encolhem perante as dificuldades. É por isso que continuo a confiar no futuro! As novas gerações não nos vão desiludir”, conclui Paula Canha.
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