quinta-feira, 26/06/2025

Farmacêutico: a saúde mais próxima da comunidade

Humberto Martins
Em cada bairro, vila ou cidade, há uma porta aberta quase todos os dias do ano: a da farmácia comunitária. Tal representa que essa porta aberta dá acesso a um profissional de saúde qualificado, disponível e pronto a ajudar: o farmacêutico. No entanto, nem sempre o seu papel é aproveitado por todos e, em termos de sistema de saúde, continua a ser subvalorizado e pouco aproveitado em Portugal.
O farmacêutico é, muitas vezes, o primeiro ponto de contacto com o sistema de saúde. Quando surgem dúvidas, sintomas ligeiros ou preocupações com tratamentos, é junto do farmacêutico comunitário que muitos portugueses procuram esclarecimento. E fazem bem. Estes profissionais têm formação especializada que vai muito além da dispensa adequada de medicamentos. Sabem interpretar sintomas, aconselhar tratamentos não sujeitos a receita médica, identificar sinais de alerta e encaminhar para o médico quando necessário.
Pensemos em situações comuns: uma criança com febre ligeira, uma alergia leve, uma dor muscular, uma queimadura solar, ou mesmo dúvidas sobre tomar um medicamento com algum alimento. Em todos estes casos, o farmacêutico pode dar uma resposta rápida, segura e eficaz — evitando deslocações desnecessárias aos centros de saúde ou hospitais, que já se encontram sobrecarregados. Mas também pode, e deve, referenciar para outros cuidados quando a situação carecer de avaliação mais profunda e tratamento previsivelmente mais complexo.
Atualmente, há mais de 12.000 farmacêuticos comunitários em Portugal. Este número reflete uma rede de proximidade robusta, com profissionais disponíveis em praticamente todas as localidades do país. No entanto, o seu potencial continua a ser pouco explorado.
Além da resposta imediata a problemas de saúde, os farmacêuticos têm ainda um papel na promoção da saúde pública que mereceria ser mais explorado: rastreios, medições de tensão arterial e outros parâmetros, monitorização da diabetes, acompanhamento de doentes crónicos e a promoção de mais adesão terapêutica.
Recentemente esta mais-valia ficou patente quando, no momento mais complexo da saúde recente, foram decisivos para a testagem na pandemia e reforçam agora a vacinação global da população. Mostraram, mais uma vez, que são um recurso de saúde qualificado, respeitado e disponível.
O maior aproveitamento desta capacidade instalada em todo o país, e ilhas, é um imperativo de racionalidade e de capacidade de resposta de um sistema de saúde que, nem sempre, tem conseguido gerir adequadamente as expectativas dos portugueses.
O farmacêutico é, muitas vezes, o primeiro ponto de contacto com o sistema de saúde. Quando surgem dúvidas, sintomas ligeiros ou preocupações com tratamentos, é junto do farmacêutico comunitário que muitos portugueses procuram esclarecimento. E fazem bem. Estes profissionais têm formação especializada que vai muito além da dispensa adequada de medicamentos. Sabem interpretar sintomas, aconselhar tratamentos não sujeitos a receita médica, identificar sinais de alerta e encaminhar para o médico quando necessário.
Pensemos em situações comuns: uma criança com febre ligeira, uma alergia leve, uma dor muscular, uma queimadura solar, ou mesmo dúvidas sobre tomar um medicamento com algum alimento. Em todos estes casos, o farmacêutico pode dar uma resposta rápida, segura e eficaz — evitando deslocações desnecessárias aos centros de saúde ou hospitais, que já se encontram sobrecarregados. Mas também pode, e deve, referenciar para outros cuidados quando a situação carecer de avaliação mais profunda e tratamento previsivelmente mais complexo.
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